Na sequela do filme ‘Regresso ao Futuro’, um dos maiores êxitos cinematográficos dos anos 80, Marty McFly, o personagem principal protagonizado por Michael J. Fox, fazia uma viagem ao futuro até dia 21 de Outubro de 2015. Foi esta semana.
Se Marty McFly pudesse viver nos nossos dias, iria com certeza ficar boquiaberto. Os avanços da tecnologia têm sido exponenciais e o que é o último avanço científico, em pouco tempo, se torna quase obsoleto. O filme previa que por esta altura, os carros voassem e que as pessoas se faziam transportar em skates voadores. Os carros ainda não voam. Mas já quase se conduzem sozinhos.
Aos poucos, os carros já se preparam para dispensar a condução humana. Nos Estados Unidos, a Google tem realizado vários testes com carros sem condutor. Outras empresas, na Europa e na Ásia, também trabalham para desenvolver essa tecnologia.
Estes carros automatizados, através de sensores e software próprio, conseguem prever o comportamento dos outros carros. Mas não conseguem prever o comportamento dos condutores. Os resultados têm sido muito positivos e os poucos acidentes registados por carros sem condutor foram por falha humana dos motoristas dos outros carros envolvidos.
É provável que haja bastante resistência à mudança mas a automatização dos carros trará, num futuro cada dia mais próximo, alterações radicais à forma como vivemos as nossas vidas e redefinirá os centros urbanos como os conhecemos.
Eu adoro conduzir e é-me difícil conceber deixar de o fazer por completo mas vejo com bons olhos, numa viagem longa por exemplo, ir tranquilo a ler um livro ou a ver um filme enquanto o carro me leva em segurança para o meu destino. Ou fazer uma viagem Lisboa-Barcelona durante a noite enquanto se dorme, com mais privacidade e mais barato que um bilhete de avião. Também se prevê que o crescente uso de carros automatizados venha diminuir consideravelmente problemas de trânsito e acidentes rodoviários. Imagine--se o carro a levar os filhos à escola, os pais ao emprego e depois ir estacionar-se sozinho algures num parque, até ser chamado para fazer o percurso inverso. Ou em vez de ficar parado no estacionamento, ser usado durante esse tempo, por outras pessoas. Uma espécie de carro comunitário. Em vez de termos a posse dos carros, teríamos apenas o usufruto. Tenho a impressão que os manda-chuvas da UBER, a empresa detentora da aplicação de transporte privado que tanta dor de cabeça tem dado aos taxistas, já trabalham para que isso seja uma realidade.
Haverá uma altura, em que ver uma pessoa a conduzir um carro trará tanto espanto como ver uma carroça puxada por cavalos numa auto-estrada. Até pode ser que demore. Certo é que, o futuro, acabou de passar...
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