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O PSD impôs o alargamento das Scut a todo o território e não apenas ao Norte, numa lógica de justiça que consiste em considerar que todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma. José Sócrates foi obrigado a engolir aquilo que, até agora, rejeitava de forma veemente, deitando para trás das costas a argumentação que esgrimira anteriormente com a convicção plástica que se lhe conhece. A ideia que alastra é que Passos Coelho, cada vez mais forte nas sondagens, já vai entrando na governação do País, reduzindo o líder do PS e do Executivo, outrora uma pujante fera, a um mero animal domesticado. A não aprovação posterior, por toda a oposição, da introdução dos chips como forma de pagamento nas Scut, se lança a confusão em todo o processo e o bloqueia, confirma o que fica dito: o Governo e o primeiro-ministro já não dirigem Portugal, sendo forçados a actuar como marionetas sem vontade e muito menos sem desígnios.

A principal vítima de tudo isto é Portugal que irá permanecer em bolandas até que o golpe de misericórdia surja para colocar um ponto final no reinado de Sócrates. Há muito que até no PS este é um cenário que se equaciona, com várias figuras a perfilarem-se já como eventuais sucessores. Cientes de que, nas actuais circunstâncias, se assemelham a pouco mais do que hienas agarradas a carne putrefacta... Por intensa que seja a teimosia do primeiro-ministro e por maior que se revele a sua capacidade de resistência, bem como a sua enorme apetência pelo Poder, o fim está à vista. Já ninguém tem dúvidas. Se não houvesse eleições presidenciais no horizonte, com os jogos de xadrez que condicionam as atitudes dos candidatos, talvez a situação já fosse outra.

A verdade é que Portugal, com tanto calculismo e tanta falta de frontalidade, está como as Scut: bloqueado. A sua existência apresenta-se como uma realidade intransponível, mas a sua viabilidade é um ponto de interrogação de proporções desmedidas, à medida do dinheiro que falta.

SOLTAS

SINAIS PREOCUPANTES

A Autoeuropa vai sofrer reduções nos ritmos de produção. Prevê-se uma quebra de 2500 automóveis, devido, em grande parte, à redução de encomendas do Volkswagen EOS. É um sinal que deve deixar apreensivos trabalhadores, governantes e responsáveis locais. Há fantasmas em Setúbal.

HÁ GENTE COM SORTE

Por razões profissionais, venho assistindo, no Brasil, aos jogos do Mundial. Trata-se de uma experiência única. Ninguém vibra como os brasileiros com o futebol. Eléctricos com a sua selecção, mas com simpatia por Portugal. Cristiano Ronaldo é referência obrigatória também por estas bandas.

JÁ UM ANO

Michael Jackson morreu há um ano. Parece que foi ontem. O rei da pop mantém-se presente na memória colectiva com uma notável intensidade. Ouve-se e vibra-se com a sua música, com a certeza da intemporalidade que a acompanha. Há marcas que a eternidade preserva e protege.

NOTAS (ESCALA DE 0 A 20)

16: CARLOS QUEIROZ

Portugal conseguiu o apuramento. Tal como Scolari, há quatro anos, liderou a Selecção na fase de grupos, com sucesso. Agora, é ir o mais longe possível. Sem medo.

14: DILMA ROUSSEFF

A candidata de Lula à presidência surge à frente de José Serra. Sondagens colocam-na, pela primeira vez, à frente. Os brasileiros reconhecem o legado do seu presidente.

8: JOSÉ SÓCRATES

O desgaste é enorme à medida que a austeridade avança. A atrapalhação que parece atormentar o PGR, cada vez que um processo afecta o PM, em nada o ajuda.

5: MARCELLO LIPPI

Depois do desastre da França com Domenech, o fim da Itália, de Lippi. O treinador foi vítima de si mesmo: inibido na renovação, receoso no atrevimento.

 

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