Um médico alemão empenhado numa campanha para a doação de órgãos, e que dava como exemplo o "acto de amor" do Santo Padre, acaba de levar uma facada no coração: o secretário pessoal escreveu-lhe uma amável carta a dizer que Bento XVI, afinal, não pode doar órgãos. A explicação vaticana é teológica – e, como tal, foge ao entendimento do comum dos mortais: o cadáver de um Papa é propriedade da Igreja e tem de ser sepultado intacto – até porque os órgãos transplantados tornar-se-iam relíquias caso Bento XVI viesse a ser santificado. Pode o Vaticano ficar com o corpo embalsamado e paramentado a ouro. Não nos faz diferença nenhuma. O Papa, aos 83 anos, já não tem idade para doar órgãos: não se aproveita nada depois de morto – e nem uma sagrada relíquia contribuiria para salvar uma alma. Mas o mundo só teria a ganhar se o Vaticano não calasse campanhas como a do médico alemão.
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Por Carlos Rodrigues
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