O programa do PS continuou centrado no TGV, em megalomanias dispendiosas e na vontade de o Estado gastar ainda mais dinheiro. Por outras palavras, mais do mesmo. Da abertura ao diálogo, ficaram as lembranças do seu permanente "orgulhosamente só", que nem alguma atitude postiça e de última hora conseguiu disfarçar. Da responsabilidade pretérita, nem uma palavra, atirando para a crise mundial os problemas de que padecemos, como se o resto do Mundo não tenha sofrido como nós, mas estando bem melhor do que nós.
Sócrates foi igual a si próprio, e já ninguém acredita que Passos Coelho, o FMI, os mercados especuladores, Louçã e a crise mundial sejam os verdadeiros responsáveis pelo estado em que nos deixou após seis anos de governação.
Sócrates chuta tanto para os outros, que o País deixou de acreditar nele.
Sócrates falseou e ignorou tanto a realidade, que o País se cansou do seu autismo.
Sócrates tanto brandiu a sua vitimização e o perigo que aí vinha, que matou a esperança e o futuro.
Sócrates foi derrotado por si próprio pelo seu "leninismo" de pacotilha, em tentar transformar uma "falsidade" apregoada muitas vezes em verdade.
Na passada sexta-feira foi o crepúsculo não dos deuses, mas de um homem que mereceu essa sorte. Passos Coelho foi o contrário de Sócrates. Simples, honesto, humilde e coerente.
Arriscou muito ao dizer com clareza o que seria, e isso era diferente do que estava.
Arriscou ao não ser "politicamente correcto", e não assumiu os "lugares-comuns" habituais. Não deixou que Sócrates dirigisse o debate. Foi ainda explicativo e competente, tratando os portugueses como seres adultos.
Não foi apenas Passos Coelho quem ganhou. Foi o País, que vê premiados os sentidos da responsabilidade e transparência.
"Alea jacta est." A sorte está lançada.
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Por Carlos Rodrigues
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