Torres Vedras está a fazer o ‘Pai Natal marioneta’ mais alto do Mundo e quer entrar no Guinness. Fica assim preenchida, para Dezembro, a quota portuguesa para o Guinness World of Records. Não passa um mês sem uma candidatura portuguesa ao livro das bizarrias: se não é a feijoada mais comprida em cima de uma ponte, é a do maior clube do Mundo que não chega aos ‘oitavos’ da Liga dos Campeões. Querer muito ser esquisito é um sintoma de não sei o quê, mas parece-me grave. Portugal está cada vez mais parecido com o Dakota do Norte. Eu, que gosto tanto dos Estados Unidos, acho que devíamos ter escolhido outro estado americano para exemplo.
O Dakota do Norte (DN) é o mais aborrecido estado dos Estados Unidos. O país tem 50 e o DN é o 49.º mais visitado pelos turistas. Só o Delaware o ultrapassa em desprezo, mas esse tem desculpa: num país-continente, tem 120 km de comprimento e 40 km de largura, passa-se pelo Delaware sem se dar conta. Já o DN tem o dobro do tamanho de Portugal, não se vai lá por justificadas razões.
No DN, se um cão nos foge e não perde fôlego, podemos vê-lo correr sempre a direito durante três dias. É um território chato como uns pés chatos. A única coisa interessante que tem não se vê. Apesar de ficar encostadinho ao Canadá, o DN fica tão longe do México como dos glaciares vizinhos do Pólo: fica no exacto centro da América do Norte. Esta honra ninguém dá por ela, porque ninguém se aproxima do DN. Se é centro da América é centrifugador.
Há muitas piadas sobre o DN e esta é uma delas: ‘Se vem até cá, não se esqueça de trazer cobertores.’ Certamente já viram o filme ‘Fargo’, dos irmãos Coen, passa 30 vezes por ano na TV Cabo.
É um filme muito bem feito, mas feito no mais monótono lugar do Mundo. Paisagem, cidades, estradas, tudo aborrecido, só neve. Fargo fica no DN. Quando se quer esconder uma mala com dólares, o único lugar de orientação é um pau de cerca, igual a milhares de outros paus de cerca num mar de neve. A única distracção local é fazer desaparecer corpos num triturador de madeira. No filme, isso pareceu-me um sinal positivo: haja alguma coisa que não é monótona no DN, os seus criminosos.
Em ‘Fargo’, aparece uma estátua enorme de um lenhador, à entrada de uma cidadezinha. É uma especialidade local. Como o DN não tem nada, os dakotenses do Norte vão fazendo coisas para chamar a atenção. É a maneira deles de entrar no Guinness. Em New Salem, tem a maior vaca do Mundo. Em Jamestown, tem o maior búfalo do Mundo. Cada terriola tem a sua coisa maior do Mundo: desde a tartaruga montada num carro de neve, a gafanhotos. Coisas de mais de dez metros de altura como o nosso Pai Natal. São em madeira, argamassa ou cimento. Não são monumentos, são sintomas de uma profunda depressão.
O DN é estado desde 1889. E é o único que regularmente vota para mudar de nome. Os seus habitantes, quando viajam, tendem a mentir. Então de onde é? ‘Do Dakota’, dizem eles. Para ouvir: ‘Terra de cowboys!’ Porque quando dizem: ‘Sou do Dakota do Norte’, os outros respondem: ‘Brrrr... Que frio!’ Por isso eles querem deixar cair um bocado do nome, ‘Norte’, que lhes sublinha um defeito gélido.
Quando eu souber que há um referendo para mudarmos o nome de Portugal, emigro. A síndroma Guinness já será, então, irreversível.
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