O dilema egípcio do presidente Barack Obama dá-nos nova oportunidade de lapidar o ‘grande satã’. Obama tenta manter equidistância em relação às fações, sem chorar Morsi, porque o povo nas ruas pediu a deposição; mas sem louvar o golpe militar, porque subverteu a democracia.
Como disse um diplomata, os avanços e recuos de Obama parecem dizer que "são as ruas egípcias a ditar a política dos EUA". E não se estranha que sejam. No Egito como na Síria, é difícil escolher o ‘lado certo’ do conflito. É até complicado escolher o lado conveniente. No caso egípcio, apoiar o regresso da ditadura militar, mesmo sob novas vestes, é atirar achas para a fogueira do radicalismo islâmico. Mas dizer sim a Morsi, que num ano de poder tentou enraizar nas leis os princípios antidemocráticos e retrógrados da sharia, é cortejar o inimigo. Seja qual for a posição de Obama, uma coisa é certa: será devidamente vergastada.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Por Carlos Rodrigues
A humanidade evoluiu, mas há quem nunca tenha saído da Idade do Gelo.
Montenegro concluiu que chegou a hora de "reabilitar" Ventura
No consultório, havia sempre dois temas: o Sporting e a guerra
Portugal está presente em cada cidade onde a portugalidade e os portugueses estejam.
Presidente do FC Porto não é o que parecia, para desilusão de muitos e espanto de quase todos