Desconheço se alguma vez os quatro rapazes detidos esta semana por deitarem fogo a uma casa, só para ver os sem--abrigo fugirem, leram o livro. Mas há inquietantes pontos em comum. Depois de uma noitada numa discoteca, o bando divertiu-se a incendiar uma vivenda devoluta em Oeiras, apenas para desfrutar do espectáculo proporcionado pelas vítimas a escaparem às chamas, por uma janela do segundo andar.
Os agressores, três deles estudantes universitários, vivem uma vida desafogada na Linha de Cascais. Tal como a personagem de Ellis, o dinheiro não é um problema, mas, para seu infortúnio, aquilo que lhes falta – o respeito pelos outros – não é possível comprar nas lojas de um qualquer shopping.
Ouvidos em tribunal, aguardam agora o desenrolar do processo no aconchego do lar.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Por Carlos Rodrigues
A humanidade evoluiu, mas há quem nunca tenha saído da Idade do Gelo.
Portugal está presente em cada cidade onde a portugalidade e os portugueses estejam.
No consultório, havia sempre dois temas: o Sporting e a guerra
Presidente do FC Porto não é o que parecia, para desilusão de muitos e espanto de quase todos
Montenegro concluiu que chegou a hora de "reabilitar" Ventura