Desrespeita as obrigações cívicas a que está sujeito todo o que exerce uma função de tanta relevância pública como é a televisão generalista.
Não se pretende sugerir que as televisões privadas deveriam parar a emissão para que mesmo os abstencionistas convictos ficassem condenados ao dilema: debate ou nada. Mas lançar um especial com uma vedeta popular brasileira (patéticas as promoções no meio do ‘Jornal da Noite’ da SIC à “entrevista” com Roberto Carlos) é ir longe de mais. A informação da SIC descaracterizou-se, e para quê? Previa-se, na TVI, a concorrência directa do último episódio da novela líder. Ora Moniz comportou-se à altura das circunstâncias. A grelha seguiu o seu curso, com a arma atómica reservada para o pós-debate na RTP. A TVI revelou um inesperado respeito pelo interesse público.
Na noite de ontem, o primado do interesse público, que mesmo os projectos privados de televisão não devem desprezar, impunha contenção nas mexidas na grelha habitual. As televisões têm deveres éticos e sociais que ontem a SIC cegamente esqueceu.
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Por Carlos Rodrigues
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