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Quer dizer, pelo menos não totalmente. Luís Campos ainda tem muita estrada para andar, mas demonstra saber para onde quer ir. Indiscutivelmente, o Sado marcou a quarta jornada. É cedo, muito cedo, mas a verdade é que são duas vitórias fora em dois jogos e nenhum golo sofrido.

Agora o que interessa. Deixou de adiantar tentar ignorar que a crise chegou a Alvalade. Bölöni tem feito o que pode para disfarçar o péssimo momento, mas a ausência de alegria e confiança nota-se mais a cada jogo. É tão mau que, frente ao Varzim, Nélson teve de ser o melhor em campo e o empate sem golos acabou por ser um resultado menor para a equipa de José Alberto Costa. É difícil descobrir o que impressiona mais neste Sporting. Talvez a ausência do espírito de campeão; quem sabe a fraqueza dos defesas; por vezes a inexistência do meio-campo; quase sempre o fogo adormecido do ataque. Com ou sem todas as estrelas, com dois ou três centrais, o problema parece estar na alma. Em Jardel e também em João Pinto, claro, mas sobretudo na alma.

Dois dias antes, na Luz, curiosa variação de Jesualdo Ferreira. Tal como na segunda parte do Moreirense-Benfica, o treinador do Benfica optou por fazer actuar, juntos e ao vivo, os dois pontas-de-lança. Nuno Gomes e Fehér não impressionaram especialmente, mas percebeu-se que o português apreciou a ideia. Foi o melhor Nuno Gomes deste início de temporada e talvez isso chegue para continuar a apostar neste esquema. Apesar da vitória, ficou uma dúvida: não seria possível dar outra vida ao flanco direito, equilibrando mais a equipa? A verdade é que o Benfica é líder isolado e uma das duas equipas que ainda não perderam.

A outra, o F.C. Porto, ganhou com dor, frente a um Guimarães que jogou menos do que o esperado. O jogo ficou marcado pela expulsão de Rafael, algo que só um árbitro insensível seria capaz de ditar. Um juíz assim, com tamanha falta de percepção do futebol, deveria ser proibido de pisar um relvado.

Quanto ao resto, primeira vitória do Nacional, ponto 1 da Académica e quarta derrota do Moreirense, ainda à procura do histórico pontinho entre os mais difíceis da bola. Hoje entra em campo o Boavista. Não ganhar significaria deixar cavar um fosso para o líder, algo inimaginável quando esta história começou.

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