Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoA dramatização em torno do Orçamento do Estado para 2025 parece uma novela. E hoje os dois protagonistas/antagonistas vão encontrar-se. Dificilmente haverá já uma decisão final, mas o encontro entre o chefe do governo e o líder do maior partido da oposição é salutar. Aliás, um dos problemas do atual ciclo político é precisamente o clima persistente de conversa acabada.
Mas num parlamento tridente, nas contas do orçamento também pode entrar o Chega, por agora proscrito pelo Governo.
Quer pela tradição política portuguesa, quer pela vontade do atual Governo, um chumbo seria uma via direta para nova crise política e a repetição de eleições legislativas antecipadas. Este cenário seria um jogo perigoso que não interessa a ninguém. Porém, o governo tem um importante seguro político contra a crise. Apesar de algumas trapalhadas, de erros e omissões que têm revelado fragilidades políticas de parte do elenco, Luís Montenegro pode capitalizar com o dinheiro a mais que 3 milhões de trabalhadores por conta de outrem recebem a mais no seu salário em setembro e outubro, mês em que os reformados, além dos acertos das tabelas do IRS, ainda contam com o pagamento pontual de um extra.
Montenegro usou a cartilha de Cavaco Silva e António Costa e tem vantagem sobre Pedro Nuno Santos num cenário de crise política.
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