O primeiro-ministro anunciou um conjunto de medidas para aliviar os efeitos da crise energética provocada pela guerra no Médio Oriente. É cedo para avaliar o impacto, mas, comparando com outros países, como Espanha, por exemplo, são insuficientes. Não será por falta de consciência do sarilho em que Donald Trump nos meteu e a prudência é boa conselheira, mas atacar o problema com pequenos descontos nos combustíveis, ainda que mais substanciais no gasóleo profissional e para os agricultores, não resolve o problema daqueles que já estão a passar por dificuldades nem de quem a esses se juntará. É preciso mexer nos impostos. Os portugueses pagam cerca de 50% de imposto por cada litro de gasóleo ou gasolina que entra no depósito. É preciso mexer no IVA da fatura energética (combustíveis, eletricidade, gás) e dos bens de primeira necessidade, como a alimentação. Vivemos tempos excecionais, que requerem medidas verdadeiramente excecionais, não remendos.
Christine Lagarde, presidente do BCE, já avisou: vem aí mais inflação, vêm aí juros mais altos. Mesmo que a guerra acabasse amanhã, e não vai acabar, vêm aí tempos difíceis. Que o Governo saiba agir, em lugar de reagir, como é costume. Que não fique à espera que ‘o céu nos caia na cabeça’. Donald Trump dá sinais de desorientação e não há nada pior que um homem perdido de arma na mão.
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