Quanto mais se sabe sobre a Spinumviva maior é a dimensão pantanosa da história. Não é preciso ir ao direito penal encontrar eventuais crimes para perceber que tudo aquilo empesta. Basta ficar pela sua dimensão puramente administrativa. Sobre o braço de ferro estabelecido por Montenegro com a Entidade para a Transparência e, depois, com o Tribunal Constitucional, estamos conversados. Nenhuma das pretensões de Montenegro releva em matéria de valores e princípios. Elas estão totalmente ancoradas numa inaceitável reivindicação de um estatuto de opacidade por parte de um titular de cargo político.
Se é para ser assim, mais vale não gastarem recursos públicos em processos legislativos inúteis. Se entendem que o exercício de um cargo político e público não é tributário de exigências básicas de transparência e escrutínio, mais vale não se armarem em pastores evangélicos do combate à corrupção. Poupem-nos à retórica e à hipocrisia. Mas como se isso não bastasse, Montenegro usa recursos públicos para esclarecer questões particulares, mantendo o mesmo registo de omissões e meias verdades que caracterizaram o seu comportamento no (in)cumprimento das obrigações declarativas inerentes ao exercício do cargo. Este episódio é, desde o princípio, uma opereta manhosa. Mas agora chegou ao nível da pura e pequena pantomima.
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A Spinumviva passou de opereta manhosa a pequena pantomima.
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