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"Gostava de ver o medo nos nossos olhos": mulheres contam histórias de abuso às mãos de Epstein

Nenhuma das vítimas acredita que Jeffrey Epstein se suicidou.

26 de março de 2026 às 01:30

“Ele gostava de ver o medo nos nossos olhos. Gostava de nos ver impotentes, sem saber como reagir [perante os abusos]”, contou Lisa Phillips, uma das vítimas de Jeffrey Epstein à BBC. Numa entrevista conjunta, que reuniu cinco mulheres que cruzaram caminho com o abusador sexual (duas tinham apenas 14 anos quando o conheceram), todas recordam a forma inocente como tudo começou, às vezes com o pedido para lhe fazer uma massagem paga, com o ato a descambar para o abuso e, finalmente, para a violação.

No caso de Joanna Harrison, que decidiu dar a cara depois de o seu nome ter sido divulgado publicamente, entre os documentos de Jeffrey Epstein, ele tê-la-á violado no aniversário dele. Chauntae Davies lembra-se de ter passado por um aeroporto português, onde deu uma massagem no pescoço a Bill Clinton. “Era humilde, bondoso e carismático, mas não me ocorreria contar-lhe o que me estava a acontecer com Epstein”, recordou a mulher, convencida de que o antigo presidente dos EUA não sabia do que se passava. A maior parte dos abusos ocorreu na ilha privada de Epstein, bem como no seu rancho no México, mas agora que o abusador morreu – e nenhuma acredita que se suicidou – acham que “nunca teremos respostas para aquilo que nos inquieta”.

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