O congresso dos jornalistas realiza-se num momento dramático para muitos profissionais, confrontados com salários em atraso. Instalou-se, finalmente, algum sobressalto cívico sobre uma crise que há muito está no horizonte. Espera-se que alguma luz venha de tanta preocupação. Muitas das medidas necessárias para apoiar o setor devem ser políticas públicas de incentivo à criação de novos leitores. De apoio à distribuição, postos de venda e impressão. De incentivos fiscais a vários níveis. Se se estudar o que corre bem em países como o Canadá, França, Dinamarca, Alemanha, é possível criar políticas de apoio ao setor, mas também a outros, como o cultural e o educativo. O Estado pode e deve ter um papel nisto, mas não através de nacionalizações. Os jornalistas e as empresas têm um papel essencial, incontornável, na discussão destas políticas. Mas têm de olhar para si próprios e para anos de práticas pouco recomendáveis. Os poderes parasitários que deixaram instalar às suas costas não foi apenas o das redes sociais e o do algoritmo. Foi também o das agências de comunicação, do peso excessivo dos anunciantes mais poderosos na criação de formatos invasivos do jornalismo, de uma propriedade opaca dos meios, de um poder político entrincheirado na necessidade de projeção. Entre muitos outros. Convém trocar umas ideias sobre isso e não meter a cabeça na areia.
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