Quase dez anos depois da chegada a Portugal da Uber e com ela uma miríade de carros novos, com águas e rebuçados, que prometiam chamadas fáceis e baratas face a um decadente e mais caro setor dos táxis, eis que a degradação do serviço está a atingir o nível do absurdo. O peculiar setor dos carros descaracterizados a operar em plataformas online – embora Portugal os obrigue a caracterizar com a tosca plaquinha TVDE – tem hoje mais de 60 mil condutores legalizados e uma bandalheira instalada que os reguladores do Estado parecem interessados em normalizar. Seria perverso imaginar que este estado da coisa é legitimado pelos crescentes milhões que os cofres públicos encaixam com o aumento dos aderentes a este crescente meio de transporte onde a precariedade do trabalho e a degradação do serviço é igualmente galopante. Hoje, nos TVDE, há de tudo: atropelo às mais elementares regras da condução, tratamento grosseiro dos componentes mecânicos da viatura, falta de higiene corporal e, muito regularmente, verbal. E há condutores que não falam português e, alguns, nem sequer inglês, o que não legitimaria a sua condição de prestadores de um serviço público. Se estes casos passam impunes o crivo das plataformas TVDE, das escolas de condução, da ASAE ou do IMT estamos perante uma de duas hipóteses. Ou a corrupção é generalizada ou a incompetência tomou conta destes serviços.
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