Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoA privatização da TAP na 25ª hora de um governo que estava a cessar funções tem episódios manhosos. Obviamente os ditos investidores que ficaram com a empresa fizeram operações financeiras que levaram a que na prática tenha sido a própria TAP a pagar a compra. Trata-se de um exemplo do velho do golpe de comprar o cão com o pelo do próprio animal. Mas depois de privatizada, este era um assunto da empresa e dos seus donos. O grande azar dos contribuintes foi a decisão política de voltar a renacionalizar a companhia de bandeira, um erro colossal que agradou ao investidor americano, que sacou mais uns milhões, enquanto nós contribuintes suportamos um bilhete superior a 3 mil milhões de euros que nunca será ressarcido. Se não fosse a decisão estúpida e cega de Pedro Nuno Santos e António Costa, o problema da TAP seria hoje o dos seus acionistas. A privatização no fim do governo de Passos Coelho foi atrapalhada, mas o Estado fez o que devia, entregar a TAP a privados. O golpe que lesou os portugueses foi o de reverter esta decisão. A TAP pelo peso que tem e pelas suas ligações é importante para o País, mas não deveríamos pagar uma fatura tão pesada. Esta é mais uma triste história onde abundam fabulosos lucros de privados e inacreditáveis prejuízos públicos.
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Só há dois caminhos: continuidade ou rutura. Tão simples quanto isso.
O importante é ser independente do dinheiro e da influência.
Seguro livrou o PS de uma humilhação nas eleições presidenciais.
No estado a que deixámos chegar a chafarica não há Ronaldos nem Messis.
Estas presidenciais têm tudo para ser as mais emocionantes.
Já só se pede um pouco de diálogo e bom senso, não de partidarite aguda.