Adensa-se o nevoeiro em torno do resultado eleitoral e os candidatos pouco fazem para o dissipar, mais empenhados em falar de quem não está, Sá Carneiro e Passos Coelho, ou teorizando sobre segundas voltas, em lugar de falar no que está em causa, o exercício das funções presidenciais e de que forma podem melhorar a nossa vida. Seguro pouco diz, para não espantar o eleitorado; Cotrim meteu o liberalismo na gaveta; Marques Mendes tenta o equilíbrio impossível, estar ao lado do Governo e discordar dele quando as circunstâncias o impõem; Gouveia e Melo vai disparando em todas as direções; e até o agitador André Ventura baixou a guarda. Assim, não admira a indecisão de muitos eleitores. A questão, contudo, não é tão complexa quanto se afigura. Vendo bem, só há dois caminhos: ou se opta por um presidente moderado, interventivo q.b., que procura no consenso a saída para os problemas; ou se opta por presidente imprevisível, que dê um murro na mesa quando o rumo das coisas segue na direção inversa às suas ideias. De um e outro lado da ‘barricada’ há quem incorpore bem a missão, o de continuidade ou de rutura. Cabe a cada um decidir qual é, em seu entender, o melhor caminho. A partir daqui tudo se simplifica.
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Só há dois caminhos: continuidade ou rutura. Tão simples quanto isso.
O importante é ser independente do dinheiro e da influência.
Seguro livrou o PS de uma humilhação nas eleições presidenciais.
No estado a que deixámos chegar a chafarica não há Ronaldos nem Messis.
Estas presidenciais têm tudo para ser as mais emocionantes.
Já só se pede um pouco de diálogo e bom senso, não de partidarite aguda.