Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoA intervenção militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irão ainda não conseguiu derrubar o odioso regime clerical que manda em Teerão desde 1979, mas já está a provocar estragos na economia global, atingindo duramente a carteira das famílias portuguesas.
O primeiro choque foi o aumento absurdo dos combustíveis, que deverá continuar na próxima semana. Mas a subida do preço do petróleo ultrapassa os efeitos na energia ou nos transportes. Vamos sofrer um surto inflacionista, que se irá notar nos supermercados, mas que atingirá toda a economia. Para centenas de milhares de famílias em Portugal outro duro impacto será o da subida dos juros.
No próximo mês, a subida da euribor a que já estamos a assistir já vai agravar a prestação mensal do crédito. Porque os bancos centrais temem a inflação e o remédio tradicional contra este flagelo da instabilidade dos preços é precisamente a subida dos juros. Por isso , o mercado bancário já antecipa futuras subidas das taxas do BCE e ainda antes da autoridade monetária tomar qualquer decisão, as famílias com crédito já vão pagar mais pela prestação. E o aumento dos juros tem um efeito perverso de travar ainda mais a economia. As bombas podem cair longe, lá no golfo pérsico, mas atingem o nosso nível de vida de forma direta e brutal.
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