Quase duas semanas depois do início da guerra da aliança EUA/Israel ao Irão, o que sobra? Os factos são claríssimos. O regime iraniano não caiu e o povo, por um misto de medo e orgulho nacional, não se revoltou. Os dois maiores exércitos e secretas do Mundo não conseguiram, sequer, manter a navegabilidade do estreito de Ormuz.
O choque petrolífero, por causa disso, está a capturar o Mundo inteiro, incluindo a América, numa armadilha económica que ameaça arrastar o cenário de crise por demasiado tempo. A subida do custo de vida, dos juros, da energia, agita a sombra tenebrosa da estagflação, essa velha mistura entre inflação e ausência de crescimento económico. Nos EUA, o galão de gasolina já bate nos 4 dólares e Trump arrisca-se a ficar enredado na sua própria política.
São também muito claras as contradições políticas e militares entre os dois aliados. Os EUA a tentarem, de forma incipiente, construir uma narrativa de saída do vespeiro iraniano, e Israel a assumir que ainda vai demorar uns tempos a bombardear o Líbano e o Irão. A União Europeia reage a várias vozes, em torno da ideia de medidas preventivas de defesa, mas, no essencial, avulta a ausência de liderança em Bruxelas. Com os caminhos que tudo isto leva, quem precisa de inimigos, se tem aliados como Trump e Netanyahu?!
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Com aliados destes, EUA e Israel, quem precisa de inimigos?
A guerra já está a ter um duro impacto na nossa carteira com inflação e juros mais altos.
Trump já terá percebido que esta guerra não se ganha com bombas.
Face ao seu antecessor marcou uma grande diferença: o fim do frenesim.
Trump é uma grotesca representação da mentira e do fanatismo.
Montenegro não preza a transparência e o escrutínio dos atos políticos.