Independentemente dos resultados do próximo domingo, o Partido Socialista fica com uma dívida de gratidão ao seu candidato, António José Seguro. O antigo secretario-geral esteve longe de ser uma figura consensual no baronato.
Com as duas figuras mais prestigiadas do partido ocupadas em cargos internacionais financeiramente mais gratificantes, não faltaram no partido figuras políticas com dimensão de lagartixa que pensam que são jacarés.
De Augusto Santos Silva a António Vitorino, alguma pseudo-aristocracia socialista tentava uma alternativa ao homem de Penamacor que passou a última década discreto nas Caldas da Rainha. Para o Partido Socialista ainda bem que esses barões ficaram quietos.
Se em vez de António José Seguro fosse António Vitorino o candidato, o assunto político do dia seria as ricas avenças do advogado de negócios com o regime ditatorial da Venezuela.
António José Seguro livrou o Partido Socialista de uma humilhação nas eleições presidenciais e garante tranquilidade e tempo ao atual secretário-geral, José Luís Carneiro, para os próximos anos de vacas magras no Largo do Rato.
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Só há dois caminhos: continuidade ou rutura. Tão simples quanto isso.
O importante é ser independente do dinheiro e da influência.
Seguro livrou o PS de uma humilhação nas eleições presidenciais.
No estado a que deixámos chegar a chafarica não há Ronaldos nem Messis.
Estas presidenciais têm tudo para ser as mais emocionantes.
Já só se pede um pouco de diálogo e bom senso, não de partidarite aguda.