O cenário pós-debates não deixava antever uma luta tão renhida a uma semana da ida às urnas. Seguro ganhou fôlego, Marques Mendes perdeu gás, Gouveia e Melo aguenta-se, Ventura aproxima-se da votação do Chega, Cotrim anda por ali. Dos outros, o destaque, pela negativa, vai para Jorge Pinto. Até o líder do seu partido foge dele.
Começa a escassear o tempo para convencer os indecisos, que poderão ser determinantes na escolha dos candidatos ao duelo final. Se mantiver o ‘low profile’, é possível que o socialista consiga uma vaga na segunda volta. O mesmo se passa com Ventura, neste caso, desde que não se entusiasme em demasia. Já o almirante vai precisar de tirar um coelho da cartola. O debate com Marques Mendes recolocou-o na corrida, mas não para garantir o primeiro ou segundo lugares. Tarefa que se complicou para Marques Mendes. A colagem ao Governo, como na crise da saúde, poupando o desempenho inacreditável da ministra Ana Paula Martins, em nada o beneficia, pelo menos nesta fase. Finalmente, Cotrim, o liberal. Precisa dos votos dos mais idosos, a quem a experiência de vida ensinou a não se deixarem levar pelo ‘fogo de vista’. Veremos quantos consegue convencer.
Uma coisa é certa: as presidenciais de 1986 foram as mais intensas, mas estas têm tudo para ser as mais emocionantes.
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