Por cá, não sabemos apresentar um boletim de voto limpo dos candidatos chumbados pelo tribunal. Andamos há 16 anos a pagar a fatura da nacionalização do BPN, que em 2025 ainda foi de 5 mil milhões de euros. Aceitamos que gestores, como os do Novo Banco, saquem prémios milionários, mesmo quando são suspeitos de vender ativos imobiliários em benefício próprio ao preço da uva mijona. Aceitamos que esses mesmos gestores guardem o pecúlio para si e recusem dividi-lo com os trabalhadores. Já não nos indignamos quando a incompetência de uma governante é premiada com um lugar de deputada e, depois, com a generosa presidência do Metro. A mesma governante que ajudou a levar o INEM à desgraça conhecida. Consentimos que os impostos, taxas, taxinhas e todo o tipo de arma de saque ao contribuinte atinjam uma fasquia germânica, para enfrentar a despesa da incompetência de quem governa, e nada disso se veja na melhoria da Saúde, Educação ou serviços públicos. Com tamanho quadro de laxismo, omissão e aselhice, porque haveria o Governo de divulgar os fornecedores das ambulâncias anunciadas?! No estado a que deixámos chegar a chafarica, não há Ronaldos nem Messis. Há só Montenegros e Amaros, os seus interesses políticos e pessoais, a sua agenda e a vã glória de ficar com o mérito, não porque sejam bons, mas apenas porque são os pagadores de turno. Aqui chegámos. Não vale a pena exigir muito.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Só há dois caminhos: continuidade ou rutura. Tão simples quanto isso.
O importante é ser independente do dinheiro e da influência.
Seguro livrou o PS de uma humilhação nas eleições presidenciais.
No estado a que deixámos chegar a chafarica não há Ronaldos nem Messis.
Estas presidenciais têm tudo para ser as mais emocionantes.
Já só se pede um pouco de diálogo e bom senso, não de partidarite aguda.