A nova secretária de Estado da Agricultura, Carla Alves, não foi acusada no processo em que o marido foi investigado. Mas o marido, ex-presidente da Câmara de Vinhais, e a própria, em exercício permanente de cargos públicos, exibem discrepâncias brutais nas contas bancárias. Ganharam, em vários anos, mais de 700 mil euros do que declararam.
A investigação da PJ revela uma teia de cumplicidades e favores que são um retrato portentoso deste grupo de Vinhais, expressão que já fez história na vida política e pública deste país, por serem originárias desta simpática região figuras como Armando Vara, o empresário Lopes Barreira, entre outros. Vai da política à Igreja.
Se algumas das muitas questões que este processo levanta em relação a Carla Alves não teriam de ser respondidas antes de ser empossada, então, isso significa que o PS e o Governo desistiram de promover um padrão ético na governação e no Estado. Não está em causa se foi acusada ou não, se é arguida ou não.
Está em causa a decência como condição mínima para o exercício dos cargos políticos, defender o interesse público e gerir dinheiro que é de todos.
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