A ida a julgamento dos 17 arguidos do caso ‘Lex’, em particular do ex-juiz Rui Rangel, é um dos factos mais importantes da Justiça nos últimos anos. Sacode lógicas corporativas e mostra que nem os seus estão acima da lei. É mesmo cega. Muito importante: um juiz do Supremo validou os indícios dos crimes, e são muitos.
Esta caminhada é essencial para afirmar duas ou três coisas essenciais. Desde logo, que os tribunais superiores não estão imunes ao escrutínio. Depois, que uma maçã podre não estragou o pomar. Este caso mostra que os tribunais têm de ser dirigidos de forma clara, que evite a transformação de algumas secções em centrais de negócios ou sucursais mafiosas. Por fim, que a corrupção e a permeabilidade aos interesses de alguns arguidos mais poderosos não são toleradas.
Seria bom que alguns magistrados percebam, de vez, algumas coisas simples: os convites para o camarote de um estádio, para acompanhar um clube de futebol ao estrangeiro ou para presidir uma assembleia geral nunca são desinteressados. E um juiz não é apenas o indivíduo em si. Tem de ser o arquétipo de valores como a imparcialidade, a isenção e a defesa da legalidade.
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