O Governo de gestão socialista está a brincar com o fogo em fim de mandato. A forma displicente com que tem tratado as reivindicações dos polícias arrisca transformar o País, aqui e ali, num perigoso barril de pólvora que, mais do que dar razão à justa luta daqueles profissionais, favorece o espetro político que dela se aproveita. E promove inaceitáveis ameaças ao Estado de Direito, como a verbalizada, ontem, por um dirigente sindical, logo após a falta de policiamento ter adiado o jogo de futebol entre o Famalicão e o Sporting e deixado espaço para confrontos entre arruaceiros. Disse o dito dirigente que a luta dos polícias poderia ameaçar a realização das eleições de 10 de março. É uma postura corporativa irresponsável que parece ter contagiado igualmente a hierarquia da PSP. Num dia em que, além do já referido encontro de Famalicão, estava agendado igualmente um jogo do FC Porto no Estádio do Dragão e as audições no TIC portuense dos suspeitos da ‘Operação Pretoriano’, a circunstância de o Comando Metropolitano da PSP ter perdido operacionalidade devido à indisposição de alguns agentes é, no mínimo, preocupante. Para os polícias que adoeceram em simultâneo, colocando em risco a segurança pública, haverá mecanismos para aferir da sua conduta. Da hierarquia da polícia esperava-se uma resposta inequívoca para não ser acusada de cumplicidade com o que se passou no Norte do País.
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