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Paulo João Santos

Paulo João Santos

Jornalista

Só há um plano, estar preparado

20 de fevereiro de 2026 às 00:31

A figura do sniper é uma boa imagem de como devemos reagir a situações extremas. O sniper é alguém cuja missão é abater um alvo, a grande distância, que representa uma ameaça real. São dias, meses, anos a fio a treinar. Sabe que só tem uma oportunidade, um tiro, não pode falhar. Há quem chegue ao fim (quase todos) sem nunca ter disparado numa situação real. Mas há a garantia de que, se tiver de o fazer, não falha.

É este grau de preparação que é necessário para enfrentar um sismo, umas cheias, uma tempestade como a ‘Kristin’. Não sendo possível prever um terramoto, parar a fúria do vento ou conter a água, há que saber o que fazer para acudir às populações de imediato: quem avança, de onde, com que meios; mobilizar as forças de segurança para garantir a salvaguarda de pessoas e bens; distribuir geradores por infraestruturas críticas; ter sistemas de comunicação alternativos, a comunicação é a peça mais importante do puzzle nos primeiros momentos; chamar as Forças Armadas para o teatro de operações; levar alimentos e vestuário aos desalojados; disponibilizar recursos financeiros às vítimas mais vulneráveis. Tudo isto deve estar operacional e ser acionado ao primeiro sinal de catástrofe. Tal como os snipers, talvez nunca precisemos deste aparato. Mas, a acontecer, estamos preparados. Ao contrário do que aconteceu desta vez.

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