Espanha chora os seus mortos em Valência por cima dos escombros de um país. O povo desespera na luta contra a lama. Procura os seus mortos e faz contas a um difícil recomeço. Toda a Espanha vive o trauma de Valência. A Espanha política, da esquerda à direita, pelo contrário, mostra a miséria moral em que caiu.
A anacrónica monarquia ouve o povo, recebe os insultos, deixa uma palavra de ânimo. Os políticos da República fogem do povo. Tratam da sua rivalidade destrutiva, como se tivesse algum significado num naufrágio coletivo. Não percebem que as culpas da falta de alerta, do atraso do socorro são de todos. De Madrid a Valência. São o resultado de um país fragmentado pelos nacionalismos, dominado pelo ódio entre o centro e as periferias.
De uma polarização que colonizou o Estado central (PSOE) e o Estado autonómico (PP). De um partido e de um presidente do Governo que se afundam na corrupção, como antes o PP, e vendem a alma a todos os diabos para manter o poder. Que colonizou parte da Justiça, dos media. Que vive da mentira e da manipulação. Tudo num reino da lama onde sobrevivem um rei e uma rainha decentes, com tudo o resto a afundar-se à sua volta. Pobre Espanha!
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