Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO governo demorou mais de um dia para perceber a calamidade que se abateu na região centro na madrugada e no dia 28 de janeiro. Provavelmente não sabia, porque aconteceu um apagão na rede de comunicações. E é nestes casos que perguntamos: onde estão os meios do SIRESP que custam tantos milhões aos contribuintes? E a Proteção Civil? Como a Cova da Iria também foi afetada, desta vez nem a proteção divina foi suficiente. Ouvir o autarca de Figueiró dos Vinhos contar ontem de manhã o desespero vivido naquele concelho, bem no centro de Portugal, sem energia, nem comunicações, apenas com o telefone de satélite dos bombeiros, com o qual se ligou ao mundo, pedir ajuda e a declaração de calamidade, mostra o estado frágil do Estado que temos.
Mais de 30 horas depois do pico da devastação, centenas de milhares de pessoas ainda estavam sem luz. E a ironia é que o governo que incentiva (e bem!) as pessoas a passarem para os eletrodomésticos mais amigos do ambiente ,incluindo os fogões, quando há um apagão elétrico, ficam à toa com saudades do seu velho fogão alimentado pela cara botija de gás. É inadmissível que uma região tão importante fique tanto tempo sem energia elétrica e sem comunicações.
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