A proposta da Comissão Europeia de admissão da candidatura da Ucrânia à União Europeia não teria efeitos práticos no curto e médio prazo, mesmo que viesse a ser aprovada pelos 27 Estados-membros. Um sinal de apoio e solidariedade para com o povo ucraniano, apenas isso. Mas é uma decisão extremamente importante, para saber quem está de corpo e alma com a Ucrânia, disposto a fazer os sacrifícios que um alargamento da UE até às fronteiras da Rússia exigiriam.
Se a decisão dependesse apenas da Alemanha, a Europa falaria a 28 já amanhã, ao contrário da França, que vê as coisas como uma maratona. Será um debate interessante de seguir, quem está a favor e o que vai ser oferecido a quem está contra, para ceder. E é aqui que Portugal entra em campo. À partido, a presença de mais um país na UE, ainda por cima devastado pela guerra, que é necessário reconstruir e modernizar, poderia significar um corte abrupto nos fundos europeus. Para um país ‘viciado’ em fundos, como Portugal, é uma possibilidade assustadora. Daí os receios de Costa. Daí as cautelas do ministro Cravinho, ler o documento - leia-se ‘caderno de encargos’ - antes de decidir.
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