Hoje é um dia negro para a Igreja portuguesa. Vamos ficar a saber quantas vítimas de abusos sexuais apontaram o dedo à instituição nos testemunhos recolhidos pela comissão liderada por Pedro Strecht, quantos padres estão implicados, quantos bispos encobriram os crimes.
Sabe-se que é uma pequena parte desta enorme tragédia, há vítimas que já morreram, outras que preferem manter-se em silêncio, o que é compreensível, mesmo que os relatos fossem sob anonimato.
Ao longo dos meses, a equipa de Strecht foi dando conta do andamento dos trabalhos, deixando antever um cenário tenebroso. O veredicto chega numa altura em que se discutem os custos absurdos da Jornada Mundial da Juventude, com a Igreja focada na receção ao Papa e nos altares onde o Sumo Pontífice falará aos jovens de todo o Mundo. Mas seria indesculpável que hoje não marcasse presença no palco da vergonha, não com a lengalenga do costume, mas para nos dizer o que fez até agora para travar os abusos sexuais e que indemnização vai dar às vítimas.
Quem vai gastar 80 milhões € na Jornada Mundial da Juventude certamente que não terá dificuldade em suportar um tal encargo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
A nomeação de Luís Neves é uma grande cartada de Luís Montenegro.
A mão do Estado tem de ser dura com o aumento da violência em torno do futebol.
Reagir à catástrofe é fazer tudo aquilo que não foi feito desta vez.
A forma como o País respondeu à catástrofe foi demasiado amadora.
Novo Banco perdeu 160 milhões e teve de ficar com empresas falidas.
O ranking da corrupção é importante, mas não é elemento mais decisivo.