Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoOs cidadãos americanos voltaram a dar uma lição ao Mundo: não há donos da democracia e o que conta são os votos expressos. A eleição de Trump tem muito em comum com outro resultado recente que assustou boas consciências: o Brexit.
Ambos são protestos contra a globalização sem regras, refletem medo do terrorismo e pavor perante as ondas de migração massificadas que baixam os salários.
O sistema de poder tradicional não votou em Trump, mesmo a elite do Partido Republicano, com destaque para o clã Bush, preferia Hillary Clinton ao milionário dos reality shows televisivos, que dizia aos concorrentes que perdiam "Está despedido".
E, curiosamente, foram milhões de pessoas com emprego em risco, ou que viram os vizinhos e amigos ficar sem trabalho na chamada ‘cintura da ferrugem’, os estados onde imperava a indústria pesada, que perderam fábricas para o México, China e outros locais de mão de obra mais barata, que deram a vitória a Trump.
O novo presidente pode ser uma caixa de Pandora, apesar do equilíbrio constitucional americano limitar os poderes presidenciais. Mas da América chega um aviso para a Europa. Se a elite não governar bem, não se admirem que os chamados populistas ganhem terreno. E se Le Pen ganhar em França, o nosso mundo sofrerá um verdadeiro choque. Portanto, aprendam.
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