O Governo focou a comunicação sobre o Orçamento em três segmentos eleitorais claros e muito fortes. Desde ontem que a ‘central’ do Governo, oleada como nunca, evidencia as vantagens que este Orçamento vai trazer para os jovens, os reformados e uma parte da classe média. No essencial, o Governo não projeta o Orçamento no médio prazo. Faz gestão de expectativas sociais e económicas, e fala para um ‘hoje’ centrado na materialização da velha crença bem portuguesa de que mais vale um pássaro na mão do que dois a fugir. Os alvos da comunicação governamental vão ficar satisfeitos com os euros recebidos no bolso. E lembrar-se-ão, certamente, no momento de votar, nas europeias, autárquicas e legislativas dos próximos dois anos e meio, qual foi o partido que lhes deu umas migalhas. Acatarão facilmente a ideia que o próprio Presidente da República deixou ontem, com a tese de que o risco de ir mais longe seria grande. Na verdade, foi sempre assim. Nunca fomos muito ambiciosos, nessa coisa de ir mais longe. Com uma máquina de gestão político-eleitoral destas, com um colinho tão fofo como o de Marcelo, que Medina sabiamente deve ter trabalhado, quem pode exigir grande coisa a Luís Montenegro!? O que lhe fica para dizer sobre este Orçamento? Má sina, a de ser líder do PSD nestas condições.
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