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Eduardo Dâmaso

Eduardo Dâmaso

Jornalista

Os jantares de Galamba

09 de novembro de 2023 às 00:31

A tentação é cíclica. A desqualificação dos indícios das investigações que envolvem pessoas politicamente muito influentes é sempre a fase seguinte à surpresa inicial. As televisões já estão enxameadas de especialistas encartados, montados na desvalorização dos jantares e vinhos de Galamba. Nunca o fazem com os polícias de trânsito condenados a 5 e 6 anos de prisão por receberam uns tintos e uns chouriços. Enfim, a corrupção sempre teve essa marca classista. O que para uns é corrupção, para outros é pura cortesia social. O que aqui importa, porém, é saber que Estado de direito queremos. Os políticos também têm direitos, como é óbvio. Não podem é estar acima dos outros cidadãos, para lá de que estão submetidos a obrigações especiais. António Costa bem o defendeu na saída. É essencial não cair em frentismos. É preciso deixar que a investigação faça o seu caminho com segurança, também com rapidez. Não nos devemos entregar à cantiga da judicialização da política. Esse é o caminho dos que entendem que a política e os ‘desígnios da nação’ prevalecem sobre tudo. Não pode ser assim. Uma democracia também não se entrega a uma justiça fechada, corporativa, incapaz de comunicar. Mas esta é a hora de a deixar trabalhar. Com tranquilidade. Depois se fará o escrutínio. Que se fará, não duvidemos.

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