Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoHá precisamente 639 anos, nos campos de Aljubarrota, Portugal ganhou uma das mais importantes batalhas da sua história. As tropas espanholas em maior número foram travadas por um bravo exército português, com aconselhamento inglês, comandado por Nuno Álvares Pereira.
Essa vitória permitiu a independência de Portugal e libertou o País, permitindo que 30 anos mais tarde tenha iniciado a fase mais notável da sua história com a expansão além-mar, primeiro com Ceuta e logo de seguida a descoberta da Madeira, Açores, de outros arquipélagos, até à grande epopeia, com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, Brasil e a revelação de um novo mundo e a confirmação empírica de que a Terra é mesmo redonda.
Mas Aljubarrota, além da bravura, da coragem e do sacrifício da ala dos namorados, é também uma vitória do povo português, das classes mais baixas e da burguesia emergente, que queriam a independência da Nação, enquanto as elites estavam mais no lado do rei de Castela. O próprio irmão mais velho do condestável português estava entre os comandantes da tropa invasora e acabou por morrer na fuga. Como conta a maravilhosa crónica de Fernão Lopes, foi a “arraia-miúda” que garantiu a independência de Portugal.
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