Albuquerque insiste que representante da República deve ser madeirense mas recusa dizer nomes

Presidente do Governo da Madeira defendeu que o sucessor do atual representante da República, Ireneu Barreto, tem de ter "características políticas e faro político".

21 de janeiro de 2026 às 18:03
Miguel Albuquerque na festa do PSD Madeira Foto: Homem de Gouveia/Lusa
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O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, insistiu esta quarta-feira que o próximo representante da República para a região deve ser madeirense, escusando-se, porém, a referir nomes.

Instado pelos jornalistas a elencar pessoas que considera adequadas para o cargo, à margem de uma visita ao novo reservatório de água de rega dos Canhas, na Ponta do Sol, o governante respondeu que "depende de quem é que vai ganhar as eleições" presidenciais na segunda volta, que será disputada entre António José Seguro e André Ventura, em 08 de fevereiro.

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Miguel Albuquerque (PSD) acrescentou que, se o futuro Presidente da República, responsável pela nomeação do representante, lhe perguntar a sua opinião, vai dá-la, escusando-se a dizer nomes por agora.

Questionado sobre o porquê de a sua opinião mudar consoante o candidato, o presidente do executivo madeirense (PSD/CDS-PP) justificou com o facto de estarem em causa "candidaturas completamente diferentes, com um perfil psicológico, ideológico, doutrinal, completamente diferente".

Albuquerque defendeu que o sucessor do atual representante da República, Ireneu Barreto, tem de ter "características políticas e faro político", acrescentando que ser habilitada numa determinada área não é suficiente.

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"Quando você mete um burocrata a fazer trabalho político, o que é que dá", questionou, dando logo de seguida a resposta: "asneira".

Miguel Albuquerque considerou que se os dois candidatos que disputarão a segunda volta se deslocarem à região será "importante perguntar a cada um o que é pensam sobre isso e sobre outras coisas".

Interrogado se o seu antecessor no cargo reúne as características para o cargo, Miguel Albuquerque destacou que Alberto João Jardim "tem características de um grande político", considerando, porém, que não aceitaria ser representante da República.

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"Acho que ele não ia se submeter a um cargo desses, porque foi um homem que teve anos e anos num cargo puramente executivo e, como sabe, este é um cargo muito mais passivo. Portanto, não sei se o doutor Alberto João tem as características ou quer aceitar um cargo destes, tenho as minhas dúvidas", afirmou.

O presidente do governo madeirense ressalvou, contudo, que tem a capacidade política tendo em conta "o trabalho e a obra que fez" na Madeira, região que governou entre 1976 e 2015.

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