Carneiro defende que "mais do que de relatórios, as pessoas querem respostas" às consequências do mau tempo

Declarações surgem dias depois de o Presidente da República ter apontado a falta de um relatório do Governo sobre as tempestades.

14 de abril de 2026 às 17:24
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS Foto: Tiago Petinga/Lusa
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O secretário-geral do PS defendeu esta terça-feira que "mais do que relatórios, as pessoas querem respostas" às consequências do mau tempo, dias depois de o Presidente da República ter apontado a falta de um relatório do Governo sobre as tempestades.

José Luís Carneiro foi esta terça-feira recebido, a seu pedido, em audiência pelo Presidente da República, António José Seguro, encontro que demorou cerca de uma hora e no qual esteve acompanhado pelo presidente do PS, Carlos César.

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"Vamos ser honestos, que é aquilo que as pessoas esperam de nós: mais do que de relatórios, as pessoas querem respostas. O Governo é perito a apresentar planos de ação", respondeu aos jornalistas no final do encontro, quando questionado sobre as declarações de António José Seguro, na sexta-feira, no final da Presidência Aberta, ao assinalar que falta, e "é devido ao país", um relatório do Governo que explique o que verdadeiramente aconteceu no comboio das tempestades.

Na perspetiva do líder do PS, "não é por falta de relatórios, nem é por falta de diagnósticos, nem é por falta de planos de ação", mas sim "por falta de capacidade" que não se avança em respostas concretas aos problemas das pessoas em diversas áreas.

José Luís Carneiro apontou que acompanha "as preocupações do senhor Presidente da República" e que, o mais importante agora, "é fazer chegar os recursos financeiros às autarquias, às famílias, aos trabalhadores e às empresas".

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"Não podemos continuar a passar o tempo sem que tenhamos um documento que explique verdadeiramente o que é que se passou nestes dias finais de janeiro e também nos dias iniciais de fevereiro", afirmou o chefe de Estado na sexta-feira, na declaração final da Presidência Aberta, na Marinha Grande, Leiria.

Na perspetiva de Seguro, "é impossível tirar ilações" se não se souber "corretamente o que é que correu bem, o que é que correu mal, quais foram os apoios e os meios que chegaram mais tarde".

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