CDS confirma hoje reeleição de Nuno Melo e elege órgãos nacionais
Eleição dos órgãos nacionais do partido vai realizar-se entre as 09h30 e as 12h00, seguindo-se a sessão de encerramento, com a tomada de posse nos novos eleitos.
O 32.º Congresso do CDS-PP termina este domingo com a eleição dos novos órgãos nacionais e a confirmação de Nuno Melo para mais um mandato na liderança, depois de a sua moção de estratégia global ter sido a vencedora.
A eleição dos órgãos nacionais do partido vai realizar-se entre as 09h30 e as 12h00, seguindo-se a sessão de encerramento, com a tomada de posse nos novos eleitos e o discurso de consagração de Nuno Melo.
A moção de estratégia global apresentada por Nuno Melo, intitulada "Tempo de futuro", foi a mais votada na última madrugada, contra a moção "Liberdade em movimento", de Nuno Correia da Silva, que também se apresentou como candidato à liderança.
O presidente da Mesa do Congresso anunciou que a moção de Nuno Melo foi "aprovada por larguíssima maioria" e contou com 14 abstenções, enquanto a moção de Nuno Correia da Silva teve oito votos e sete abstenções.
As moções de estratégia global fixam a orientação geral do partido no próximo mandato, de dois anos.
Nuno Melo, líder do CDS-PP desde 2022, vai ser este domingo eleito novamente, para o terceiro mandato enquanto presidente do partido.
A eleição dos órgãos nacionais - Comissão Política Nacional, Conselho Nacional, Mesa do Congresso, Conselho Nacional de Jurisdição e Conselho Nacional de Fiscalização - decorre entre as 09h30 e as 12h00 e está previsto que os resultados sejam proclamados pelas 12h30.
No primeiro dia de trabalhos, o tema que dominou o congresso foi o futuro do CDS-PP na coligação AD, com o candidato à liderança Nuno Correia da Silva a defender que o partido pode ser mais na coligação com o PSD e a líder da Juventude Popular a considerar que o partido deve preparar-se para ir a eleições em listas próprias.
Pela direção, várias figuras defenderam a continuidade da coligação, mas assinalaram que o CDS-PP não tem medo de ir a votos sozinho, entre as quais o presidente do partido, que considerou também "profundamente injusta" a "conversa da diluição" do partido na coligação e rejeitou que o partido seja muleta do PSD.
Nuno Melo rejeitou também "vincular o CDS noutra estratégia que tem o PSD como adversário".
"Então hoje, aqui, vamos vincular o partido a três anos numa outra estratégia quando só levamos um de Governo e a nossa luta deve ser pelo sucesso do Governo, isto faz sentido? Meus amigos, sinceramente, não faz, e esse não será, seguramente, o meu caminho", adiantou, alertando que "o aventureirismo quase matou o partido em 2022".
Também Manuel Monteiro se deslocou a Alcobaça para discursar na reunião magna, tendo sido o único antigo presidente que o fez. Assunção Cristas enviou uma curta mensagem de vídeo.
O antigo líder defendeu que, de um parceiro de coligação espera-se lealdade e compromisso, mas que os partidos devem estar sempre preparados para concorrer a eleições em listas próprias.
"Enquanto está junto é leal, mas nunca deixa de ter as chaves do seu próprio carro no seu próprio bolso para, se necessário, se pôr à estrada e caminhar sozinho. E essa perspetiva é uma perspetiva que acredito que o CDS saberá trilhar", afirmou.
O antigo líder criticou também a ausência de "pesos pesados" do partido no congresso, ironizando que provavelmente alguns "são tão pesados, tão pesados, que temiam que o palco fosse abaixo e entenderam não estar".
O primeiro dia de trabalhos do 32.º Congresso do CDS-PP, que decorre no Panorama - Multiusos de Alcobaça, arrancou as 11h45 de sábado e terminou já depois das 02h00 deste domingo.
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