Portas alinha em críticas à troika

Portas recupera ideia de o CDS ter rejeitado sempre “protetorado” da troika.

20 de fevereiro de 2015 às 14:32
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Um dia depois de a ministra das Finanças ter estado ao lado do homólogo alemão para receber rasgados elogios ao comportamento de Portugal no programa de ajustamento, o primeiro-ministro, Passos Coelho, ficou em silêncio perante o comentário de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, que admitiu que a troika foi "contra a dignidade" de portugueses, gregos e irlandeses.Entre os líderes da maioria, só Paulo Portas falou para recordar que o CDS sempre viu o protetorado da troika como "um vexame para a nação".

"Vocês ouviram-me dizer que um cogoverno com o sindicato de credores era um vexame para uma nação com nove séculos de história", reforçou o líder centrista após as jornadas conjuntas do PSD e CDS para o investimento. Portas frisou que por várias vezes criticou "a hipocrisia" do FMI. "Um dos dias em que tive mais vergonha na minha vida foi o dia em que Portugal pediu o resgate, em desespero, de mão estendida", disse aos jornalistas à saída das jornadas. Antes, no discurso, Portas demarcou-se da Grécia, lembrando que Atenas mantém os juros da dívida a dez anos nos 10,31%, enquanto os de Portugal estão já nos 2,3%. "Alguém me pode explicar qual é a vantagem de misturar o que não deve ser misturado", deixou no ar.

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Já o primeiro-ministro e líder do PSD, do pouco que disse, sublinhou apenas que "não há nenhuma razão para que, depois de tudo o que vivemos e dos resultados que alcançámos, possamos pensar que somos menos do que os outros". Apesar do silêncio de Passos, uma das respostas mais duras do Governo veio do ministro da Presidência, Marques Guedes, que classificou as palavras de Juncker como "uma declaração infeliz".

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