Governo da Madeira aprova medidas para mitigar aumento dos preços dos combustíveis
Executivo madeirense vai apoiar os transportes coletivos de passageiros com 400 mil euros, de forma a evitar a subida das tarifas e dos passes.
O Governo Regional da Madeira (PSD/CDS-PP) aprovou esta quarta-feira apoios aos setores dos transportes públicos, táxis, proteção civil e pescas, num total de 700 mil euros, para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis.
Em conferência de imprensa, o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues (CDS-PP), indicou que o Conselho do Governo decidiu "aprovar um conjunto de apoios excecionais e temporários para compensar operadores de transportes públicos de passageiros e entidades do setor social pela escalada do preço dos combustíveis originado pela crise energética da guerra do Médio Oriente".
"Com estas decisões, o Governo Regional procura manter a atividade económica, garantir a competitividade das empresas e impedir uma escalada nos preços, assegurando o poder de compra das famílias", salientou.
O executivo madeirense vai apoiar os transportes coletivos de passageiros com 400 mil euros, de forma a evitar a subida das tarifas e dos passes.
Os taxistas receberão 135 euros por viatura, num total previsto de 110 mil euros, indicou o secretário regional, acrescentando que, no caso das associações de bombeiros, vão ter direito a 360 euros por cada veículo pesado e 120 euros por cada veículo ligeiro.
O responsável pela pasta da Economia adiantou ainda que a comparticipação da botija de gás, ao abrigo do programa Botija de Gás Solidária, vai aumentar de 20 para 25 euros, abrangendo cerca de 3.300 famílias e representando um investimento de 50 mil euros por parte do governo madeirense.
No setor das pescas, o executivo insular vai atribuir um subsídio de 10 cêntimos por litro no gasóleo colorido.
José Manuel Rodrigues sublinhou ainda que, a partir de segunda-feira, será garantido um diferencial de 10 cêntimos no preço de todos os combustíveis praticados na região face aos praticados no continente.
O secretário da Economia assegurou que o governo tem ainda margem orçamental, seja para abranger outros setores ou para reforçar as medidas já existentes de forma a mitigar a crise energética.
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