Governo dos Açores garante situação "acautelada" nas Lajes

Segundo o executivo açoriano, existe atualmente "capacidade de abastecimento para as aeronaves Q200 na Terceira".

18 de maio de 2026 às 14:34
Base das Lajes Foto: António Araújo/Lusa
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O Governo dos Açores assegurou esta segunda-feira que a situação relacionada com o abastecimento de combustível no Aeroporto das Lajes, na Terceira, "está acautelada", revelando que já saiu de Ponta Delgada um navio com 80 mil litros de combustível.

"A situação está devidamente controlada e acautelada. Até ao momento não há qualquer informação de constrangimentos", disse à agência Lusa fonte da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas.

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Segundo a mesma fonte, "até ao momento não se verificaram constrangimentos, nem se perspetiva que se venha a registar qualquer problema para a mobilidade aérea na região".

A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas revelou ainda que "o navio Margarethe saiu hoje, pelas 12h00, de Ponta Delgada", na ilha de São Miguel, "com destino à Terceira, transportando 80 mil litros de combustível", devendo atracar ao final do dia.

"Entretanto, de acordo com o fornecedor, o navio com combustível com origem no porto de Sines deverá descarregar no fim desta semana na Terceira", acrescentou o Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM).

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Ainda segundo o executivo açoriano, existe atualmente "capacidade de abastecimento para as aeronaves Q200 na Terceira".

Por outro lado, aquela secretaria regional garante que "há também capacidade para abastecimento dos Q400 na Terceira, que também podem recorrer a Ponta Delgada ou Horta, em caso de necessidade".

Já para "os Airbus A320 e A321, há capacidade de abastecimento complementar em Ponta Delgada".

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O presidente do Governo Regional dos Açores disse esta segunda-feira que o executivo mostrou capacidade de resposta perante a falha nos testes de qualidade e segurança do combustível para aeronaves no Aeroporto das Lajes, na ilha Terceira.

"Perante uma perturbação inesperada, nós tivemos, felizmente, capacidade de resposta e, portanto, está a ser tratado e creio que não haverá depois, no final, qualquer consequência", afirmou o chefe do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

No domingo, o diretor da Aerogare das Lajes, Vítor Pereira, revelou à Lusa que o combustível que chegou à Terceira para abastecer a operação aérea civil "não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto" e que a empresa optou por "não colocar este produto no mercado, porque não estavam garantidas as condições de segurança para a aviação civil".

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O responsável assegurou, no entanto, que a infraestrutura tinha reservas que permitiam garantir que a operação prevista não iria "sofrer alterações", embora tivessem tomado medidas de precaução.

Segundo a página da Aerogare Civil das Lajes, apenas um voo das Flores foi cancelado no domingo e hoje a operação está a decorrer normalmente.

O presidente do Governo Regional dos Açores, que chegou à ilha Terceira no domingo à noite, num voo de Ponta Delgada, disse ter ficado "satisfeito" com a capacidade de reação do executivo e com a capacidade de gestão da Aerogare Civil das Lajes.

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O diretor da Aerogare das Lajes já tinha adiantado à Lusa que foi solicitada a colaboração das companhias aéreas, para que se deslocassem à Terceira com "mais combustível do que o normal", para uma melhor gestão das reservas existentes na ilha.

Também foi emitido um aviso para que as emergências médicas fossem encaminhadas para Ponta Delgada, enquanto a situação não estivesse normalizada.

No domingo, Vítor Pereira disse prever que isso acontecesse "dentro de dois a três dias".

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O diretor da Aerogare Civil das Lajes disse ainda que situações desta natureza não acontecem com muita regularidade, mas existem planos de contingência que permitem encará-las "com alguma tranquilidade", com a colaboração de todos os agentes envolvidos na operação das companhias aéreas e com a própria Base Aérea n.º 4.

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