Governo trava construção junto a novo aeroporto

Conselho de Ministros toma medidas para prevenir intervenções urbanísticas que prejudiquem a obra.

10 de janeiro de 2026 às 01:30
Infraestrutura abrirá dentro de 10 a 12 anos Foto: André Kosters / Lusa
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O Governo quer impedir que as expropriações fiquem mais caras com alterações ao uso dos solos e decidiu meter um travão a novas construções junto ao Campo de Tiro de Alcochete, onde será construído o novo aeroporto de Lisboa. O ministro da Presidência anunciou que o Executivo aprovou “medidas preventivas sobre o território que impedem nas áreas adjacentes à localização do novo aeroporto Luís de Camões a realização de intervenções urbanísticas que prejudicassem a implementação do mesmo”. António Leitão Amaro disse que o objetivo é “garantir que não há perturbações no desenvolvimento” da infraestrutura, sem avançar mais detalhes sobre este assunto na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

“[Deixo] aqui uma mensagem muito clara à ANA: o tempo dos adiamentos acabou”, avisou, na quarta-feira, o ministro das Infraestruturas, na inauguração da modernização do terminal 2 da Portela. Miguel Pinto Luz garantiu então que “todos os procedimentos e etapas para a construção do novo aeroporto estão a ser cumpridas” e anunciou que a gestora aeroportuária “ainda este mês vai entregar a primeira fase do relatório ambiental”, reforçando o compromisso com prazos e transparência. O governante espera que o Luís de Camões esteja a funcionar dentro de 10 a 12 anos.

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Terreno a expropriar 

A Comissão Técnica Independente que estudou a localização do novo aeroporto identificou a necessidade de expropriações na Herdade de Vale Cobrão, já no concelho de Benavente. Parcela de terreno tem 481 hectares.

Sem custos

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A ANA chegou a propor ao Governo que o resultado da venda dos terrenos do atual aeroporto de Lisboa servisse para pagar a construção do Luís de Camões. O Executivo rejeitou e garantiu sempre que não haverá encargos públicos. 

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