Parceiros sociais deixam críticas ao Executivo de António Costa
Governo quer agenda do trabalho digno em vigor rapidamente.
O Governo apresentou esta quarta-feira aos patrões e sindicatos três propostas da agenda para o trabalho digno que ainda não tinham sido anunciadas. Após três horas de reunião, choveram críticas ao Executivo de António Costa.
O primeiro a mostrar desagrado foi a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), quanto à proposta de aumentar o pagamento das horas extras. "Estamos a falar de um aumento de 100% dos três escalões. Com isto, o Governo ignora a falta de mão de obra. O trabalho suplementar faz-se porque há necessidade", disse o responsável da CAP Luís Mira.
Do lado dos sindicatos, a CGTP sublinhou que as medidas são insuficientes. "Esta proposta não dá resposta aos problemas estruturais que temos", disse a secretária-geral da CGTP. "Não garante que a um posto de trabalho corresponde um vínculo de trabalho", acrescentou Isabel Camarinha. Já a UGT não tem, para já, linhas vermelhas. "Até ao dia 20 vamos fazer chegar as nossas propostas e críticas. Há caminho a fazer, nomeadamente na reposição do que a troika tirou", disse o líder Mário Mourão.
Já a prioridade do Governo é ter a agenda em vigor rapidamente, haja ou não acordo entre as três partes. "A preocupação é responder às necessidades das pessoas, tentando conciliar ao máximo as diferentes posições", disse a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho.
Os parceiros sociais têm até dia 20 para apresentar propostas. A reunião seguinte será no próximo dia 25.
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