Prazo para candidatos ao Conselho de Estado, Provedor de Justiça e TC adiado até 2ªfeira

De acordo com fontes parlamentares esta questão revela que do ponto de vista político ainda não há qualquer acordo entre os principais partidos.

20 de fevereiro de 2026 às 13:36
Parlamento Foto: David Martins
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O prazo limite para entrega de candidaturas no parlamento para a eleição do provedor de Justiça, cinco membros para o Conselho de Estado e três juízes do Tribunal Constitucional (TC) foi esta sexta-feira adiado até segunda-feira.

De acordo com fontes parlamentares, esta questão relativa ao adiamento do prazo para a entrega de candidaturas, que terminava esta sexta-feira, ao fim da tarde, revela que do ponto de vista político ainda não há qualquer acordo entre os principais partidos.

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Perante o impasse nas negociações, sobretudo envolvendo PSD, Chega e PS, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, pediu aos diferentes grupos parlamentares e deputados únicos para que lhe respondessem, até às 13h00 desta sexta-feira, tendo em vista apurar se algum se opunha a esse adiamento do prazo para a entrega de candidaturas até segunda-feira. Uma decisão que exigiu unanimidade entre os diferentes grupos parlamentares e deputados únicos.

Apesar do adiamento do prazo para a entrega de candidatos, as eleições para o provedor de Justiça, cinco membros do Conselho de Estado e três juízes do Tribunal Constitucional continuam marcadas para a próxima sexta-feira.

No caso da eleição do provedor de Justiça e dos três novos juízes do Tribunal Constitucional, é requerida uma maioria de dois terços entre os 230 deputados da Assembleia da República.

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Ao contrário do passado, agora, com a atual configuração parlamentar, em que o Chega é o segundo maior Grupo Parlamentar, já não basta um acordo político entre PSD e PS para se atingir os dois terços necessários.

Já no que respeita às eleições para os cinco membros designados pelo parlamento para o Conselho de Estado - o órgão de aconselhamento do Presidente da República -, o apuramento faz-se por método de "hondt", o que, na prática, assegura ao PSD a eleição de dois dos cinco membros.

Estas eleições para o Conselho de Estado, Tribunal Constitucional e Provedor de Justiça têm sido sucessivamente adiadas desde o início da presente legislatura por ausência de acordo entre PSD, Chega e PS.

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Na última conferência de líderes, na passada quarta-feira, o presidente da Assembleia da República renovou o apelo aos grupos parlamentares para chegarem rapidamente a um acordo.

O cargo de provedor de Justiça está por preencher desde o início da legislatura, quando Maria Lúcia Amaral passou a desempenhar as funções de ministra da Administração Interna. Por outro lado, neste momento, o Tribunal Constitucional está a funcionar com menos dois juízes, e um dos onze ainda em funções já ultrapassou o limite do seu mandato.

Ainda em relação aos lugares em aberto no Tribunal Constitucional, com o novo calendário fixado pelo parlamento, quem foi proposto candidato a juiz na segunda-feira apenas terá dois ou três dias de preparação para a sua audição obrigatória em sede de Comissão de Assuntos Constitucionais -- e não cinco ou seis dias como era habitual.

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