Raimundo critica retomar de PPP do Hospital de Braga e fala em caminho de desastre

"O caminho da privatização é um caminho de desastre", disse o secretário-geral do PCP.

21 de abril de 2026 às 14:13
Paulo Raimundo Foto: António Cotrim/Lusa
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O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, manifestou-se, esta sexta-feira, contra a decisão do Governo de retomar a parceria público-privada (PPP) do Hospital de Braga, sublinhando que "o caminho da privatização é um caminho de desastre".

Em declarações aos jornalistas em Braga, onde participou numa ação de protesto contra o anunciado regresso da PPP do hospital local, Paulo Raimundo disse que o caminho tem de ser o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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"O caminho da privatização é um caminho de desastre, aliás, como se viu durante o período em que [o Hospital de Braga] esteve nessa circunstância", referiu.

Para o líder comunista, o SNS "é aquele que dá resposta às necessidades da população", embora seja necessário valorizá-lo.

"A solução tal e qual como está não é [a melhor], o que é preciso é que todas as condições que o hospital tem para dar resposta sejam ativadas para dar resposta. Isto implica, desde logo, respeito pelos profissionais, valorização dos profissionais, mas também implica mais profissionais", advogou.

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Manifestou-se convicto de que a PPP do Hospital de Braga "não é irreversível", considerando haver "uma grande determinação" dos utentes, profissionais e da população em geral contra essa eventualidade.

"A alternativa não é andar para trás, a alternativa é andar para a frente, e andar para trás é com a privatização, andar para a frente é com criar as condições para que ele [hospital] cumpra aquilo que pode cumprir e deve cumprir. O que é preciso fazer é valorizar o Serviço Nacional de Saúde, essa é a resposta que é precisa", disse ainda.

Para Paulo Raimundo, a perspetiva, que vem sendo falada, de promover o hospital de Braga a "universitário" pode ajudar na luta contra a PPP.

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"Essa é uma hipótese que esbarra de frente o objetivo de privatização, e, portanto, se conseguimos juntar o útil ao agradável, tanto melhor", rematou.

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