"Reformismo de boca têm muitos, reformismo de ação não é para todos": Montenegro nas jornadas parlamentares do PSD

No seu discurso, o presidente do PSD e primeiro-ministro centrou-se sobretudo nas propostas de alteração à lei laboral que o Governo pretende fazer.

11 de março de 2026 às 14:11
Luís Montenegro nas jornadas parlamentares do PSD Foto: Hugo Delgado/Lusa
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O presidente do PSD e primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que "reformismo de boca têm muitos, mas reformismo de ação não é para todos", dizendo que até dentro do PSD e do Governo há, por vezes, dificuldade em entender as mudanças.

Luís Montenegro falava no encerramento das jornadas parlamentares do PSD, que decorreram em Caminha (distrito de Viana do Castelo), sob o lema "Portugal Resiliência e Ambição".

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Numa intervenção de mais de 40 minutos, o líder social-democrata centrou-se sobretudo nas propostas de alteração à lei laboral que o Governo pretende fazer, mas defendeu a ação do executivo noutras áreas para tirar uma conclusão "numa altura em que se fala muito de reformismo". 

"Reformismo de boca têm muitos, mas reformismo da ação, de crescimento, de ambição e de transformação não é para todos", disse. 

Dando o exemplo mais recente da intenção do Governo de criar urgências de obstetrícia regionais na Margem Sul, o primeiro-ministro lamentou que, sempre que se tenta mudar alguma coisa, "levantam-se sempre todas as vozes da oposição, aquelas que reclamam a mudança, a dizer que está tudo mal". 

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"Eu vejo nas oposições e nas corporações muita reivindicação de mudança e muito pouca coragem para mudar (...) Nós temos de facto um país que precisa de coragem, coragem para mexer, coragem para mudar, coragem para transformar. Não somos donos da verdade, nem da razão, não digo que façamos tudo bem, mas há uma coisa que não nos vão acusar: é de deixar de fazer", assegurou. 

Numa altura em que o antigo primeiro-ministro do PSD Pedro Passos Coelho tem desafiado publicamente o atual Governo a fazer reformas, Montenegro admitiu que até dentro do partido e do executivo se encontram resistências às mudanças. 

"Porque temos os nossos eleitores à perna, porque temos os nossos amigos à perna, porque temos até alguns familiares à perna - à perna no sentido de defenderem as suas ideias, de defenderem as suas visões, porque há muita gente que quer, desde que não seja consigo", disse. 

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Montenegro disse que até pode compreender e respeitar essas resistências, mas assegurou que tal não irá impedir o Governo de agir. 

"Nós compreendemos, nós percebemos, nós respeitamos, mas nós governamos", afirmou. 

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