Secretário-geral do PS indicou que grupo parlamentar vai realizar visitas por todo o País para olhar para as obras que já foram inauguradas e que foram da responsabilidade do partido.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou esta quarta-feira o Governo PSD/CDS-PP de estar a falhar na execução de 60 milhões de euros semanais de recursos nacionais e europeus no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência [PRR).
"São 60 milhões de euros de recursos nacionais e europeus que não estão a ser executados por parte do Governo", alertou o socialista durante uma visita ao Conjunto Habitacional Flor do Infesta em Matosinhos, no distrito do Porto, onde se fez acompanhar da presidente da câmara, a socialista Luísa Salgueiro, e de alguns deputados.
José Luís Carneiro indicou que o Grupo Parlamentar do PS vai realizar visitas por todo o país para, por um lado, olhar para as obras que já foram inauguradas e que foram da responsabilidade do partido e para as obras que estão em execução e, por outro lado, para pedir contas ao Governo pelo facto de não estar a executar como deveria esses 60 milhões de euros.
"A minha grande preocupação é que o Governo seja capaz de executar os 60 milhões de euros, eu vou repetir que é para me ouvirem bem, há 60 milhões de euros disponíveis para investir por semana", insistiu.
Segundo o socialista, o Governo de Luís Montenegro, que tanto criticou os Governos do PS, tem que explicar aos portugueses se está ou não está a executar esse investimento público cujos recursos estão disponíveis.
"Se o Governo não for capaz, significa que o país pode perder recursos financeiros e terá de os devolver à União Europeia e não executará recursos financeiros que estão disponíveis", assinalou.
José Luís Carneiro afirmou que há, pelo país, muitos autarcas preocupados porque tinham obras que estavam a concurso e não as vão conseguir executar no tempo previsto.
"O Governo não responde também às necessidades, nomeadamente no plano do investimento em habitação e, ao mesmo tempo, desviou recursos do PRR para o Banco de Fomento procurando, com isso, sair do escrutínio e do radar do grupo parlamentar", considerou.
O secretário-geral do PS revelou ainda ter tido conhecimento na terça-feira de que o Governo nem sequer assinou, até agora, os contratos de financiamento com os hospitais para administrarem a saúde.
Na sua opinião, isso demonstra "uma incapacidade, uma incompetência do Governo e, até, uma grave insensibilidade em relação a matérias de grande necessidade do país".
"Tivemos conhecimento de que há obras que estão com as portas fechadas, apesar de estarem prontas para serem colocadas ao serviço das populações, falámos de equipamentos de saúde e de habitação que estão fechados há mais de meio ano", reforçou.
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