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José Luís Carneiro pede a Hugo Soares para falar com o líder parlamentar do PS

Socialista referiu que fala com Luís Montenegro e que este fala consigo "quando muito bem entender".

11 de março de 2026 às 13:25

O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, convidou, esta quarta-feira, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, a dirigir-se ao presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, se pretender falar com o seu partido.

"O doutor Hugo Soares, quando quiser falar, fala aqui com o doutor Eurico Brilhante Dias que é o presidente do Grupo Parlamentar do PS", afirmou o socialista quando questionado sobre o desafio que lhe foi lançado por Hugo Soares.

Na terça-feira, na abertura das jornadas parlamentares do PSD, que decorrem até esta quarta-feira em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, Hugo Soares apelou ao secretário-geral do PS que peça à UGT para voltar à mesa das negociações do pacote laboral em vez de "decretar a morte do diálogo social".

O dirigente do PSD criticou José Luís Carneiro por ter também exigido ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, explicações sobre a aparente falta de acordo na concertação social sobre a legislação laboral, acusando o líder do PS de querer "encerrar já o diálogo".

Apesar da insistência dos jornalistas, José Luís Carneiro referiu que fala com Luís Montenegro e que este fala consigo "quando muito bem entender".

Depois de uma visita ao Conjunto Habitacional Flor do Infesta em Matosinhos, no distrito do Porto, onde se fez acompanhar da presidente da câmara, a socialista Luísa Salgueiro, e de alguns deputados, José Luís Carneiro considerou que o primeiro-ministro não tem tido capacidade para conseguir resultados e entendimentos.

"Pese embora todas as propostas que fiz ao primeiro-ministro na defesa da habitação e da saúde, o primeiro-ministro não quis construir as soluções de consenso connosco, mas quis construí-las com o Chega e foi uma opção que tomou", sustentou.

O secretário-geral do PS disse esperar que, nos próximos dias, se consiga ultrapassar a "falta de capacidade para dialogar e construir um consenso com a UGT".

"E que haja vontade de diálogo e de construção de soluções para servir o país e a nossa economia", concluiu.

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