Sindicato dos magistrados do MP considera "positivo" diploma que revê alterações ao Código de Processo Penal

Questão dos impedimentos de juízes e composição da conferência nos tribunais de recurso é uma delas.

12 de abril de 2022 às 19:22
Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, SMMP, Supremo Tribunal Administrativo, Ministério Foto: iStockphoto
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O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considerou esta terça-feira "positiva" a aprovação pelo governo de um diploma que revê algumas das alterações recentemente efetuadas ao Código de Processo Penal, incluindo a lei de impedimentos dos juízes.

"O SMMP considera positiva a proposta do Governo de, imediatamente após ter tomado posse, alterar algumas soluções legislativas aprovadas à pressa na anterior legislatura e que vários representantes do setor da justiça já se tinham manifestado no sentido de serem erróneas e apenas contribuírem para entorpecer ainda mais o funcionamento do sistema de justiça", comunicou por escrito o sindicato à agência Lusa.

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O SMMP diz aguardar o conhecimento do teor das propostas aprovadas em Conselho de Ministros e estar disponível para dar o seu contributo em relação às mesmas quando estiverem em apreciação na Assembleia da República.

O secretário-geral do SMMP, Paulo Lona, disse à Lusa que a decisão agora tomada pelo governo é "o reconhecimento que as críticas que foram feitas pelo SMMP e também pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) eram legítimas" e deixavam antever consequências negativas no funcionamento da justiça penal.

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Paulo Lona sublinhou que em causa estavam "pontos cirúrgicos" do Código de Processo Penal que tinham sido aprovados recentemente no parlamento pelo PSD e PS sem "medirem as consequências" destas medidas no funcionamento do sistema de justiça.

O Conselho de Ministros aprovou esta terça-feira um diploma que revê as alterações recentemente introduzidas ao Código de Processo Penal (CPP), incluindo na questão dos impedimentos de juízes e composição da conferência nos tribunais de recurso.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, a proposta de lei agora aprovada introduz ainda um ajustamento na Lei 5/2002, de 11 de janeiro, que estabelece medidas de combate à criminalidade organizada e económico-financeira.

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O diploma do Conselho de Ministros revê igualmente alterações recentes ao CPP sobre matérias como representação da pessoa coletiva arguida e apresentação de contestação e rol de testemunhas.

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