Ventura pede ao Governo "caminho de aproximação" na reforma laboral

Líder do Chega assegurou que partido "não assinará nunca nenhuma reforma que piore a vida a quem trabalha" e faz "o país funcionar".

18 de maio de 2026 às 16:30
André Ventura discursa com a bandeira de Portugal ao fundo Foto: Lusa
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O líder do Chega, André Ventura, assegurou esta segunda-feira que "não assinará nunca" uma reforma laboral que dificulte a vida dos trabalhadores e pediu ao Governo que faça um esforço de aproximação.

"O Chega não assinará nunca nenhuma reforma que piore, que dificulte a vida a quem trabalha e a quem, em Portugal, quer no setor público, quer no setor privado, se esforça a trabalhar para termos o país a funcionar", afirmou.

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André Ventura falava aos jornalistas antes do arranque das jornadas parlamentares do Chega, que decorrem entre esta segunda-feira e terça-feira, em Viseu.

Questionado se poderá votar contra a reforma laboral, eventualmente ao lado do PS, respondeu: "Estamos muito longe disso ainda. Ainda nem chegou ao Parlamento o diploma, não sabemos que diploma é esse, só pelo que temos falado e pelo que, neste caso, que eu próprio tenho falado com o primeiro-ministro. Mas isso não define reformas laborais, isso não faz lei".

André Ventura pediu também ao Governo que consiga fazer um "caminho de aproximação" às exigências do Chega e indicou que o partido "está onde sempre esteve".

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Questionado se o Chega está disposto a abdicar de alguma medida, o líder defendeu que "para haver alguma coisa a abdicar é preciso primeiro haver vontade de negociar e conhecer de que é que se está a falar e o Governo optou por não dar a ninguém o conhecimento de que é que se está a falar e depois pedir um voto ao Chega sem sequer sabermos do que é que o Governo tem em cima da mesa".

"Foi tudo mal feito, foi tudo mal gerido. Mostra um Governo impreparado para fazer reformas", sustentou.

Ventura defendeu que a "conversa depois tem que se materializar em ações e em coisas concretas" e considerou que o Governo deu razão ao Chega na defesa dos direitos das mães, no 'outsourcing".

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"O Governo reconheceu que nós tínhamos razão, mas isso não basta, porque continua a ser uma reforma má para quem trabalha. Vai o governo conseguir fazer esse caminho até ser uma reforma boa para quem trabalha? Não sei. Isso já não é uma decisão minha, é uma decisão do primeiro-ministro", indicou.

No que toca às alterações que o Chega quer introduzir à proposta do Governo, o líder referiu a organização dos contratos, os dias férias, mas não referiu a descida da idade da reforma, a principal condição que tem colocado.

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