Vítor Escária vai declarar no IRS os 75 800 euros apreendidos na Operação Influencer

No IRS de 2022 já foram declarados 40 mil euros e no de 2023 serão declarados outros 40 mil.

06 de fevereiro de 2024 às 09:05
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O antigo chefe de gabinete de António Costa, Vítor Escária, vai declarar em sede de IRS 80 mil euros para ‘legitimar’ o dinheiro que lhe foi apreendido nas buscas realizadas, no Palácio de S. Bento, residência oficial do primeiro-ministro, no âmbito da ‘Operação Influencer’, em novembro do ano passado. A ideia é escapar à suspeita do crime de fraude fiscal.

A informação foi avançada pelo advogado de Vítor Escária, Tiago Rodrigues Bastos, em entrevista ao ‘Observador’. Segundo o jornal online, o advogado indicou que o seu cliente “já declarou ao Fisco o valor que auferiu no ano fiscal de 2022”, “retificando a sua declaração de IRS” num valor de 40 mil euros” e irá declarar outros 40 mil euros no IRS de 2023.

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O antigo chefe de gabinete de Costa afirmou ter recebido 80 mil euros em serviços de consultadoria, sendo que a soma encontrada nas buscas, alegadamente dentro de livros e de caixas de vinho, foi de 75 800 euros.

Tiago Rodrigues Bastos adiantou que, em seu entender, a retificação da declaração de IRS de 2022 e a declaração do restante valor relativo a rendimentos de 2023 irão afastar a investigação de crime de fraude fiscal.

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Vítor Escária foi constituído arguido por suspeitas de práticas de fraude fiscal, tráfico de influências e dois crimes de prevaricação, no âmbito dos processos de exploração de lítio, em Montalegre e Boticas; produção de energia a partir de hidrogénio, em Sines, e construção de um centro de dados, na mesma localidade.

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